Moisemar Marinho troca de palanque, mas fica sem apoio de sindicatos da segurança pública, que reafirmam apoio a Dorinha
Enquanto deputado abandona a base de Eduardo Gomes e Dorinha para apoiar Vicentinho Júnior, Sinpol-TO e Sindiperito mantêm posicionamento político e evidenciam que a mudança de palanque não foi acompanhada pelas entidades.
A decisão do deputado estadual Moisemar Marinho (PL) de deixar a base política do senador Eduardo Gomes (PL) e da candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha Seabra (União Brasil), para apoiar Vicentinho Júnior (PSDB), ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, 12 de outubro.
Enquanto o parlamentar mudou de lado na disputa pelo Governo do Estado, representantes de entidades da segurança pública, segmento no qual Moisemar construiu sua trajetória política, reuniram-se para reafirmar o apoio à candidatura de Dorinha no segundo turno.
Entre as organizações estão o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) e o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Tocantins (Sindiperito).
O movimento evidencia um contraste político: Moisemar decidiu apoiar Vicentinho Júnior, mas importantes entidades ligadas à sua trajetória sindical permaneceram no palanque de Dorinha.
Moisemar muda de lado, mas sindicatos mantêm posição
Policial civil de carreira e ex-presidente do Sinpol-TO, Moisemar Marinho construiu parte significativa de sua trajetória pública na defesa de pautas relacionadas à segurança pública.
Sua mudança de posicionamento eleitoral, entretanto, não foi acompanhada pelas entidades sindicais mencionadas.
Ao reafirmarem apoio a Dorinha, representantes do Sinpol-TO e do Sindiperito demonstraram que o alinhamento institucional dessas organizações não depende das decisões individuais do parlamentar.
A manifestação também enfraquece uma eventual interpretação de que a adesão de Moisemar a Vicentinho Júnior representaria automaticamente a transferência do apoio das categorias profissionais que fizeram parte de sua trajetória política.
Apoio a Dorinha já existia antes da mudança
O posicionamento das entidades não surgiu após a decisão de Moisemar.
Representantes da Polícia Civil e da perícia oficial já mantinham diálogo institucional com Dorinha sobre demandas das categorias, incluindo valorização profissional, condições de trabalho e fortalecimento da segurança pública.
A reunião desta segunda-feira, portanto, representou a reafirmação de um apoio político anterior, e não uma nova adesão motivada exclusivamente pela mudança de palanque do deputado.
O gesto ganha relevância justamente pelo momento em que ocorre: poucos dias depois de Moisemar anunciar sua aproximação com Vicentinho Júnior.
Mudança de palanque expõe limites da transferência de apoios
Reeleito deputado estadual com 26.158 votos, Moisemar Marinho possui expressão eleitoral própria e uma trajetória reconhecida no segmento da segurança pública.
Entretanto, a decisão das entidades de manter apoio a Dorinha evidencia que o capital político individual de um parlamentar não se confunde com o posicionamento das organizações representativas das categorias.
Embora a manifestação dos dirigentes sindicais não determine o voto individual de policiais civis, peritos ou demais profissionais, ela demonstra que a mudança de Moisemar não provocou uma adesão institucional equivalente ao candidato Vicentinho Júnior.
Segundo turno coloca força dos apoios à prova
A movimentação ocorre em meio à disputa pelo segundo turno das eleições estaduais, marcado para 25 de outubro.
Com Dorinha e Vicentinho Júnior buscando ampliar suas alianças, cada adesão política passou a ser observada também pela capacidade de mobilizar lideranças, organizações e eleitores.
No caso de Moisemar, a mudança de lado representa um reforço individual para a campanha de Vicentinho. Entretanto, a reafirmação de apoio do Sinpol-TO e do Sindiperito a Dorinha mostra que importantes entidades da segurança pública não acompanharam o parlamentar.
Moisemar mudou de palanque, mas os sindicatos citados permaneceram onde já estavam: ao lado de Dorinha.
A efetiva capacidade do deputado de transferir votos para seu novo aliado será conhecida somente nas urnas.





Continuo com Dorinha!