Homem morre após conflito familiar em aldeia indígena Krahô, em Goiatins
- Wasthen Menezes

- há 2 horas
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Um homem de 55 anos morreu após um conflito familiar ocorrido na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, na Aldeia Rio Vermelho, localizada na reserva indígena Krahô, zona rural de Goiatins, no nordeste do Tocantins. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar do Tocantins como homicídio culposo.
De acordo com a PM, a guarnição foi acionada por telefone funcional por um servidor da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) para averiguar a informação de um possível homicídio no interior da reserva. Após deslocamento de mais de 50 quilômetros, os policiais chegaram à aldeia ainda na sexta-feira, acompanhados do comunicante.
No local, a entrada da equipe policial foi autorizada pelo cacique apenas para o registro da ocorrência, coleta de informações, oitiva de envolvidos e testemunhas, além do registro de mídias. Não houve autorização para condução de suspeitos nem para a atuação de outros órgãos de segurança pública.
Segundo o relato colhido no local, a vítima, José Kohhame Krahô, estaria sob efeito de bebida alcoólica e teria agredido a esposa com empurrões e tapas. Diante da situação, os filhos intervieram para cessar as agressões. Durante a confusão, José caiu ao solo e um dos filhos, Adriano Porpot Krahô, teria desferido um chute na região da cabeça da vítima, que ficou desacordada. Os envolvidos deixaram o local e, posteriormente, José morreu ainda na aldeia.
Os policiais informaram que o corpo já se encontrava fora da posição original e em ambiente violado, o que impossibilitou a constatação técnica das causas da morte no local. As lideranças indígenas não autorizaram a entrada da Polícia Técnico-Científica nem do Instituto Médico Legal (IML), impedindo a realização de perícia e a remoção do corpo.
O delegado plantonista e os demais órgãos competentes foram comunicados. A Polícia Militar registrou a ocorrência e informou ter seguido todos os procedimentos previstos no Procedimento Operacional Padrão (POP/PMTO). O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes dentro dos limites legais e respeitando a autonomia da comunidade indígena.




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