Guardas metropolitanos são afastados após mulher ser estuprada em frente a viatura em Palmas
- Wasthen Menezes

- há 3 horas
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A Prefeitura de Palmas determinou o afastamento de guardas metropolitanos que estavam em serviço no momento em que uma mulher foi estuprada nas proximidades de uma viatura oficial. O caso, que gerou forte repercussão, levanta questionamentos sobre a atuação da segurança pública municipal e o protocolo de resposta diante de crimes graves ocorridos em áreas sob vigilância direta do poder público.
Segundo as informações iniciais, o crime ocorreu nas imediações onde havia presença de uma viatura da Guarda Metropolitana. Diante da gravidade do episódio e da possível omissão funcional, a administração municipal decidiu afastar preventivamente os agentes envolvidos enquanto os fatos são apurados.
O afastamento tem caráter administrativo e não representa, por si só, reconhecimento de culpa. A medida busca garantir transparência nas investigações e evitar interferências na apuração dos acontecimentos. A Corregedoria acompanha o caso, que poderá resultar em responsabilização disciplinar e outras medidas cabíveis, caso seja comprovada negligência ou falha operacional.
Além da apuração interna, o crime de estupro está sendo investigado pelas autoridades policiais competentes, com o objetivo de identificar e responsabilizar o autor. Trata-se de um crime de extrema gravidade, que exige resposta firme do Estado e proteção integral às vítimas.
O episódio reacende o debate sobre a efetividade da presença ostensiva de agentes públicos nas ruas e a expectativa da população quanto à capacidade de prevenção e reação imediata diante de crimes violentos. A existência de uma viatura nas proximidades, sem impedir a ocorrência do crime, expõe uma situação que precisa ser esclarecida com rigor.
A sociedade aguarda respostas claras. Mais do que afastamentos, a população exige responsabilização, correção de eventuais falhas e garantias de que episódios dessa natureza não se repitam.
O caso segue sob investigação.
NOTA À IMPRENSA
A Prefeitura de Palmas, por meio da Guarda Metropolita de Palmas (GMP), informa que a Corregedoria instaurou, por meio da Portaria nº 005/2026, sindicância investigativa para apurar a conduta de três guardas que estavam de plantão no dia 15 de fevereiro de 2026. A medida visa investigar suposta omissão dos agentes diante de um crime de violência sexual, ocorrido nas adjacências da Base da Graciosa, comportamento que fere o decoro e os deveres éticos de proteção à população previstos na legislação municipal.
Os servidores foram afastados de suas funções até que a apuração seja concluída e as responsabilidades devidamente esclarecidas. A comissão designada pela Corregedoria conduzirá os trabalhos para preservar o interesse público e a integridade da instituição.




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