Governo do Tocantins inicia planejamento contra queimadas de 2026 após queda de 34% em áreas atingidas
- Wasthen Menezes

- há 5 dias
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O Governo do Tocantins deu início nesta terça-feira (20) às articulações para a elaboração do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de 2026. A proposta é manter o planejamento integrado entre os órgãos ambientais e de segurança após a redução significativa dos índices de queimadas registrada em 2025.
A reunião envolveu a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO). O encontro foi conduzido pelo secretário Marcello Lelis, com a participação do comandante-geral dos Bombeiros, coronel Peterson Queiroz, e do presidente do Naturatins, Cledson Lima.
Segundo Lelis, a orientação do governador Wanderlei Barbosa é que as ações sejam planejadas com antecedência, priorizando a integração entre os órgãos. “Estamos construindo um plano robusto de combate ao fogo, com base em dados, tecnologia e articulação institucional”, afirmou.
Redução expressiva em 2025
Dados apresentados durante o encontro, produzidos pelo Centro de Informações Geográficas em Gestão do Meio Ambiente (CIGMA), indicam que o Tocantins registrou, em 2025, uma redução de aproximadamente 34% na área queimada em comparação a 2024.
O número de focos de incêndio também caiu. Foram contabilizados 11.529 registros ao longo de 2025, contra 17.244 no ano anterior, o que representa uma queda de 33,1%.
Investimentos e ações no campo
Os resultados são atribuídos, principalmente, ao Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, executado pela Semarh, Naturatins e CBMTO, com investimento de R$ 17,1 milhões. O plano foi estruturado em três eixos: prevenção, monitoramento e combate.
Outro fator apontado como decisivo foi o Projeto Foco, desenvolvido em parceria com o Comitê do Fogo, que percorreu 60 municípios. Ao todo, foram realizadas cerca de 2,6 mil ações de conscientização ambiental, alcançando aproximadamente 20 mil pessoas em comunidades rurais, propriedades agrícolas, aldeias indígenas e escolas.
As ações se concentraram, principalmente, em municípios com altos índices históricos de queimadas ilegais, como Caseara, Angico, Esperantina, Lagoa da Confusão, Araguatins, Maurilândia e Palmeiras do Tocantins.
Próximos passos
A expectativa do governo é que o plano de 2026 seja ainda mais preventivo, com ampliação do uso de tecnologia, monitoramento em tempo real e reforço das ações educativas, reduzindo a necessidade de atuação emergencial durante o período crítico de seca.




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