Suspeito de estupros em Palmas trabalhou na Prefeitura em 2025
Josafá Batista dos Santos foi contratado como assistente geral; município afirma que, à época, não havia protocolo ampliado para exigência de certidões de antecedentes criminais
O homem preso em Palmas suspeito de estuprar e esfaquear uma diarista de 52 anos trabalhou na Prefeitura de Palmas em 2025. Josafá Batista dos Santos aparece no Portal da Transparência como servidor contratado temporariamente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), onde exerceu a função de assistente geral na divisão de manutenção.
De acordo com os registros públicos, o nome do suspeito consta na folha de pagamento do município a partir de fevereiro de 2025. O contrato foi rescindido em setembro daquele ano.
No mesmo mês em que o vínculo com a Prefeitura foi encerrado, Josafá foi preso pela Polícia Militar suspeito de cometer um estupro. Segundo informações apuradas pela TV Anhanguera, o crime teria ocorrido no mesmo local onde, posteriormente, aconteceu o caso envolvendo a diarista.
Histórico de prisões
Josafá Batista já havia sido preso anteriormente. Em 2018, ele foi detido após o cumprimento de um mandado, sob suspeita de estuprar uma adolescente de 17 anos.

Em setembro de 2025, após uma nova prisão por suspeita de estupro, ele teria sido colocado em liberdade em menos de 24 horas.
Em novembro daquele mesmo ano, foi novamente detido, desta vez no Maranhão, após o cumprimento de uma ordem judicial.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), o inquérito referente ao estupro ocorrido em setembro de 2025 foi instaurado após a Polícia Civil tomar conhecimento do caso, em 3 de setembro.
Ainda conforme a SSP-TO, a investigação foi concluída em 25 de setembro, com o indiciamento do investigado e a representação pela decretação de sua prisão cautelar.
O pedido foi posteriormente deferido pelo Poder Judiciário. Após a expedição da ordem judicial e a localização do investigado, o mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil em 29 de outubro de 2025.
A SSP-TO afirmou que o inquérito foi devidamente instruído e que foram realizadas as diligências e adotadas as medidas investigativas e cautelares cabíveis dentro das atribuições da Polícia Civil.
Nova prisão em Palmas
Josafá voltou a ser preso em 1º de setembro de 2026, suspeito de estuprar e esfaquear uma diarista de 52 anos em uma região de mata localizada entre as quadras 601 e 603 Sul, nas proximidades da estação de ônibus Xambioá, em Palmas.
Segundo a polícia, a vítima seguia para o trabalho quando o homem teria se aproximado. Ela reagiu à abordagem e o suspeito fugiu do local.
A mulher sofreu ferimentos na região do tórax e do pescoço e precisou passar por uma cirurgia que durou aproximadamente seis horas no Hospital Geral de Palmas.
O suspeito foi localizado posteriormente pelas forças de segurança. Segundo o delegado responsável pelo caso, o celular da vítima foi encontrado em posse dele.
Conforme informado pela polícia, Josafá havia sido colocado em liberdade cerca de três meses antes da nova prisão.
O processo relacionado ao caso da diarista tramita em sigilo. Até o momento, não houve manifestação da defesa de Josafá Batista à reportagem.
Prefeitura diz que exigência de antecedentes foi ampliada
Em nota, a Prefeitura de Palmas informou que não compactua com condutas ilícitas e afirmou que, ao tomar conhecimento das acusações contra Josafá, realizou imediatamente a rescisão do contrato.
O município explicou ainda que, no período da contratação, não havia um protocolo ampliado para exigência de certidões negativas de antecedentes criminais.
Segundo a Prefeitura, a exigência desses documentos foi posteriormente instituída pela atual gestão por meio da Instrução Normativa nº 001/GAB/SECAD, de 26 de junho de 2025.
SSP diz que investigação de 2025 foi concluída
A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil instaurou e concluiu o inquérito relacionado ao estupro registrado em setembro de 2025.
A pasta ressaltou que as decisões posteriores relacionadas à manutenção ou revogação da prisão do investigado são de competência do Poder Judiciário.
A SSP-TO afirmou ainda que a Polícia Civil não faz juízo de valor sobre decisões judiciais, em respeito à independência entre as instituições e aos limites de competência de cada órgão.
As investigações sobre o caso mais recente permanecem sob responsabilidade das autoridades competentes.





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