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R$ 56 milhões travados | Governo alerta sobre impacto financeiro a 7 mil servidores


O projeto que autoriza o acesso a R$ 56 milhões do Fundo Amazônia já cumpriu as etapas iniciais dentro do governo do Tocantins e avançou na Assembleia Legislativa (Aleto), mas segue travado nas comissões finais da Casa, onde depende exclusivamente dos deputados para avançar.


O impasse, que já se arrasta há semanas, ganhou novos contornos com declarações divergentes entre parlamentares e um alerta do governo sobre risco fiscal e possíveis reflexos sobre servidores públicos.


Projeto avançou, mas parou na Assembleia


A proposta foi enviada pelo Executivo, passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e chegou à fase final de tramitação dentro da Aleto.


A partir desse ponto, o avanço depende das comissões responsáveis por analisar o mérito e liberar o texto para votação em plenário.


É exatamente nessa etapa que o projeto está parado.


Deputados apresentam justificativas diferentes


O deputado Olyntho Neto afirmou que é favorável à proposta, mas defendeu que não há necessidade de votação sob pressão e que o tema precisa de análise mais aprofundada.


Apesar da posição favorável, o projeto ainda não avançou na comissão presidida por ele.


Já o deputado Jorge Frederico alegou que o projeto não chegou formalmente à comissão sob sua responsabilidade, o que, segundo ele, impede qualquer análise regimental.


O parlamentar também citou a falta de quórum em sessões como um dos fatores que dificultam o andamento dos trabalhos na Assembleia.

Na prática, as justificativas são diferentes, mas o resultado é o mesmo: o projeto segue sem avanço.


Governo pressiona e alerta para risco de perda do recurso


Diante do travamento, o governo do Tocantins passou a cobrar publicamente a aprovação do projeto.


O governador Wanderlei Barbosa tem alertado que o Estado pode perder os R$ 56 milhões caso o contrato com o BNDES não seja formalizado dentro do prazo.

Segundo o Executivo, o recurso é não reembolsável e já possui destinação definida para ações ambientais, regularização fundiária e apoio ao setor produtivo.


O governo já solicitou prorrogação de prazo, o que indica que o risco de perda deixou de ser hipótese e passou a ser concreto.


Servidores entram no centro do embate


Levantamento apresentado pelo governo do Tocantins aponta que mais de 7 mil servidores podem ser afetados caso o impasse não seja resolvido. No caso do Profe, 6.717 profissionais estão em situação de risco, sendo que cerca de 5 mil podem ter redução nas gratificações e aproximadamente 1,6 mil podem perder o benefício.


Já em relação às indenizações, cerca de 832 servidores de órgãos como Naturatins, Unitins, Procon, Ruraltins e Detran também podem sofrer cortes.


A Procuradoria-Geral do Estado alertou para o risco jurídico das alterações feitas na Assembleia.


“Tudo foi feito para evitar o risco de questionamentos judiciais e a eventual suspensão dos benefícios”, afirmou o procurador-geral Jacques Ponce

Na avaliação do governo, isso pode gerar:


  • insegurança jurídica

  • pressão sobre as contas públicas

  • e dificuldades futuras na gestão de pagamentos e obrigações com servidores


Embora não faça parte do mesmo projeto dos R$ 56 milhões, o tema passou a ser usado pelo governo como argumento para reforçar o alerta sobre os efeitos do atual cenário na Assembleia.


Responsabilidade agora é da Assembleia


Com o projeto já enviado, analisado nas etapas iniciais e pronto para avançar, a responsabilidade pela tramitação está, neste momento, concentrada na própria Assembleia.


São as comissões da Casa que precisam deliberar para que o texto siga ao plenário.

Sem isso, o Tocantins não consegue formalizar o contrato com o BNDES e acessar os recursos.


Impasse político mantém projeto parado


O cenário atual reúne:


  • um deputado que diz ser favorável, mas não acelera a tramitação

  • outro que afirma não poder analisar por questões regimentais

  • um governo que pressiona por urgência e alerta para prejuízos


Enquanto não há convergência, o projeto segue parado.


O que está em jogo


O impasse envolve mais do que a liberação de um recurso.


Hoje, estão em disputa:


  • o acesso a R$ 56 milhões em recursos não reembolsáveis

  • a condução política dentro da Assembleia

  • e o debate sobre impacto fiscal e decisões envolvendo servidores públicos


Sem avanço nas comissões, o cenário permanece indefinido, com risco concreto de perda do recurso e agravamento do conflito entre Executivo e Legislativo no Tocantins.

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