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Quem é Andreis Vicente da Costa, superintendente preso na Operação Falsa Emergência

Andreis Vicente da Costa e a secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski.
Andreis Vicente da Costa e a secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski.

O nome de Andreis Vicente da Costa passou a ocupar o centro das atenções nesta quarta-feira (10), após a Polícia Civil do Tocantins cumprir mandado de prisão preventiva contra o superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus), durante a nova fase da Operação Falsa Emergência.


Andreis é um dos principais integrantes da estrutura administrativa da saúde municipal e atuava diretamente na área responsável pelo acompanhamento e execução de políticas públicas de atenção à saúde. Além dele, também foram alvos de prisão preventiva a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e Cláudia Fernanda Cândido da Silva, representante da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.


Segundo a decisão judicial divulgada nesta quarta-feira, a prisão de Andreis Vicente da Costa foi decretada a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público do Tocantins. O fundamento utilizado pela Justiça para a medida cautelar foi a necessidade de garantia da ordem pública.


A prisão está relacionada às investigações da Operação Falsa Emergência, que apura supostas irregularidades na contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas.


O contrato investigado foi firmado em março deste ano e prevê repasses de aproximadamente R$ 139 milhões para a gestão das duas unidades de saúde.


As investigações tiveram início em maio, quando a Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Na ocasião, a Polícia Civil informou ter identificado indícios de falsidade ideológica em documentos relacionados ao processo administrativo que resultou na contratação da entidade.


De acordo com os investigadores, documentos e informações teriam sido inseridos de forma irregular para conferir aparência de legalidade ao procedimento de contratação.


A nova fase da operação aprofunda a apuração sobre a atuação dos envolvidos no processo que culminou na terceirização da gestão das UPAs. Até o momento, a Polícia Civil não detalhou publicamente qual teria sido a conduta específica atribuída a Andreis Vicente da Costa dentro do esquema investigado.


Além da investigação criminal, o contrato também é alvo de questionamentos na esfera cível. O Ministério Público do Tocantins ajuizou ação pedindo a anulação da contratação, alegando supostas irregularidades no procedimento adotado para a escolha da entidade gestora.


Outro ponto que chamou atenção durante as apurações é a informação de que investigadores analisam a utilização de um veículo de luxo alugado em nome da entidade contratada e que teria sido utilizado por Andreis Vicente da Costa. O fato é objeto de apuração e integra o conjunto de elementos analisados pelos órgãos responsáveis pela investigação.


Após o cumprimento do mandado, Andreis foi encaminhado à sede da Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção, em Palmas, onde permaneceu à disposição da Justiça.


A defesa de Andreis Vicente da Costa não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.


As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil não descarta novos desdobramentos da Operação Falsa Emergência.

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