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Polícia Civil conclui investigação sobre homicídio em Peixe e indicia suspeito por homicídio consumado e tentativa de homicídio qualificados


A Polícia Civil do Tocantins concluiu, nesta segunda-feira (15), o inquérito que investigou a morte de um policial militar da reserva remunerada, de 60 anos, e a tentativa de homicídio contra o filho da vítima, de 36 anos, em um crime ocorrido no dia 18 de maio de 2026, no município de Peixe, sul do Tocantins.


As investigações, conduzidas pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, resultaram no indiciamento de um homem de 30 anos pelos crimes de homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado, ambos por motivo fútil.


O investigado já havia sido preso preventivamente no dia 20 de maio de 2026, dois dias após o crime, em cumprimento a mandado expedido pela Justiça. Desde então, permanece à disposição do Poder Judiciário.


Segundo o delegado-chefe da 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, João Paulo Sousa Ribeiro, o principal objetivo da investigação foi esclarecer toda a dinâmica dos fatos, especialmente circunstâncias que não apareciam nas imagens que circularam inicialmente nas redes sociais. De acordo com a autoridade policial, os vídeos divulgados registravam apenas parte da ocorrência e não mostravam os acontecimentos que antecederam o confronto.


As investigações apontaram que o policial militar da reserva e seu filho não foram até a região da Beira Rio para procurar ou confrontar o investigado. Conforme apurado pela Polícia Civil, ambos estavam no local para um encontro com amigos e conhecidos.


Ainda segundo o inquérito, os fatos tiveram início com uma luta corporal entre os envolvidos. O investigado chegou a ser alcançado e agredido pelas vítimas, momento em que desferiu os primeiros golpes de faca.


No entanto, a Polícia Civil concluiu que, após conseguir se desvencilhar, o suspeito passou a perseguir pai e filho pela via pública, desferindo novos golpes mesmo quando as vítimas já tentavam fugir do confronto. As diligências também revelaram que uma das vítimas buscou abrigo em um estabelecimento comercial para escapar das agressões, enquanto o policial militar, já ferido, continuou sendo alvo de ameaças e novos ataques.


Para o delegado João Paulo Sousa Ribeiro, a investigação foi conduzida com rigor técnico, reunindo provas periciais, imagens e depoimentos que permitiram reconstruir a sequência dos acontecimentos e apontar as responsabilidades criminais apuradas.


Ao final dos trabalhos, a Polícia Civil concluiu que o investigado prosseguiu com as agressões mesmo após o encerramento do confronto inicial, perseguindo e atacando as vítimas quando elas já buscavam escapar. Diante dos elementos reunidos, ele foi indiciado por homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificada, ambos por motivo fútil.


O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.

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