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Palmas reforça monitoramento de carrapatos e prevenção contra a febre maculosa

Mais de 2 mil carrapatos foram coletados desde junho; até o momento, análises laboratoriais não identificaram o agente causador da doença


Mesmo sem registros de febre maculosa em Palmas, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) mantém ações de vigilância e monitoramento de carrapatos em áreas consideradas de interesse epidemiológico na Capital. Desde junho, mais de 2 mil carrapatos foram coletados e encaminhados para análise laboratorial na Fiocruz.


De acordo com a Semus, todas as amostras analisadas até o momento apresentaram resultado negativo para a presença do agente causador da febre maculosa. A ausência de identificação laboratorial, no entanto, não interrompe o trabalho de vigilância, que segue especialmente em locais com circulação de pessoas e animais.


As ações são realizadas pela Diretoria de Vigilância Ambiental e Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (DVAUVCZ), que também intensifica as orientações à população para reduzir o risco de contato com carrapatos.


Entre os locais monitorados está o Parque Cesamar, que reúne áreas de vegetação, grande circulação de pessoas e presença de animais. A Capital possui características ambientais que favorecem a presença de carrapatos, incluindo áreas de mata, vegetação próxima a córregos e regiões urbanas e periurbanas onde há capivaras.


Presença de carrapatos não significa transmissão da doença

O biólogo Anderson Brito Soares, analista em Saúde da DVAUVCZ, explica que a presença de carrapatos, por si só, não indica a circulação da febre maculosa.


“É nessa época que aumenta, principalmente, a quantidade de carrapatos, por ser o período de reprodução. Por isso, é comum encontrar maior concentração de larvas e ninfas”, explica.


Segundo a orientação da Saúde, o monitoramento é importante justamente para acompanhar a presença desses animais e identificar possíveis riscos à população.


O que é a febre maculosa?

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados.


A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. A transmissão ocorre quando um carrapato infectado permanece em contato com a pele e transmite a bactéria.


Embora não haja registros da doença em Palmas, a febre maculosa pode evoluir de forma grave, principalmente quando o diagnóstico e o tratamento são iniciados tardiamente. Por isso, a prevenção e a atenção aos sinais após uma possível exposição são importantes.


Como evitar o contato com carrapatos

A Semus orienta que pessoas que frequentam parques, áreas de mata, zonas rurais ou outros ambientes com possibilidade de presença de carrapatos adotem medidas de proteção.


Entre as principais recomendações estão:


  • utilizar roupas claras, de mangas compridas e calças compridas;

  • colocar a barra da calça por dentro das botas ou tênis;

  • utilizar repelentes adequados;

  • evitar o contato direto com vegetação em áreas de risco;

  • ao retornar de locais de mata, examinar cuidadosamente o corpo para verificar a presença de carrapatos.


A inspeção deve ser feita com atenção especial em regiões como atrás dos joelhos, virilha, couro cabeludo e atrás das orelhas, locais onde os carrapatos podem se alojar.




O monitoramento realizado pela Semus e a adoção de medidas preventivas pela população são estratégias complementares para reduzir riscos e manter a vigilância sobre a ocorrência de carrapatos e possíveis agentes causadores de doenças em Palmas.

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