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Família Abreu em palanques diferentes no Tocantins: Kátia vai para o PT sob protestos, enquanto filhos seguem no PSD e PSDB

Imagem: Lula ao Lado da ex-senadora de Kátia Abreu, Senador Irajá e ex-vereador de Palmas Iratã Abreu
Imagem: Lula ao Lado da ex-senadora de Kátia Abreu, Senador Irajá e ex-vereador de Palmas Iratã Abreu

A filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores (PT) no último sábado, 4 de abril de 2026, movimentou o cenário político tocantinense e evidenciou uma estratégia de diversificação partidária dentro de sua própria família.


Enquanto a matriarca desembarca na sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seus filhos, o senador Irajá Abreu e o empresário Iratã Abreu, consolidam seus espaços no PSD e no PSDB, respectivamente, configurando três palanques distintos para as eleições de outubro [1] [2].


A chegada de Kátia Abreu ao PT, no entanto, não ocorreu sem turbulências.


No domingo (5), membros do Diretório Estadual da legenda protocolaram na direção nacional um pedido de suspensão de sua filiação. A iniciativa, segundo o presidente estadual do partido, Nile William, partiu de um grupo minoritário que exerceu seus direitos estatutários. Em defesa da nova correligionária, William afirmou que a imensa maioria da direção e dos líderes locais recebeu a filiação com “alegria e orgulho” [1].


O dirigente estadual rechaçou a hipótese de que a entrada da ex-senadora esteja condicionada a uma candidatura ao Governo do Tocantins ou a qualquer outro cargo majoritário.


De acordo com William, o objetivo principal é fortalecer o projeto nacional da legenda no estado, somando forças para a reeleição do presidente Lula [1]. O discurso de Kátia Abreu ao ingressar no partido também foi o de atuar como uma “soldada” desse projeto nacional [2].


O histórico político de Kátia Abreu, marcado por passagens pelo DEM (antigo PFL), PMDB (atual MDB) e PDT, além de embates internos nas legendas por onde passou, ajuda a explicar a resistência de parte dos filiados petistas [1]. A direção estadual do PT já sinalizou que contestará o pedido de anulação junto à Executiva nacional [1].


Paralelamente à movimentação da mãe, os filhos de Kátia Abreu definiram seus próprios caminhos.


Após intensas especulações e assédio de outras legendas, o empresário Iratã Abreu decidiu permanecer no PSDB. A legenda, que abriga também o ex-deputado Osires Damaso, está alinhada ao pré-candidato ao governo Vicentinho Júnior. Iratã é um dos nomes cotados para a disputa de uma vaga de deputado federal, e sua permanência fortalece o grupo político de Vicentinho neste momento decisivo de montagem de nominatas [2].


Já o senador Irajá Abreu mantém-se no PSD, partido pelo qual articula sua candidatura à reeleição ao Senado Federal. Diferentemente do irmão, Irajá encontra-se alinhado ao grupo político do atual vice-governador do estado, Laurez Moreira [2].


A configuração de três palanques distintos para membros da mesma família demonstra a complexidade das articulações políticas no Tocantins às vésperas do pleito.


A divisão familiar por legendas com diferentes alinhamentos regionais garante à família Abreu capilaridade e presença em múltiplas frentes de disputa, independentemente de quem saia vitorioso nas eleições estaduais.


Referências


[1] Membros do PT Tocantins protocolam na direção nacional pedido de anulação da filiação de Kátia Abreu; presidente questiona pedido - D12 News, 05/04/2026.


[2] Uma família, três “palanques”: Mesmo após ida da mãe para o PT e com irmão no PSD, Iratã permanece no PSDB - Gazeta do Cerrado, 05/04/2026.

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Inez Ribeiro
há 14 horas
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Estratégia política, cada um em partidos políticos diferentes, porém todos ptistas

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