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Exonerações em massa e o padrão pré-eleitoral tocantinense: coincidência ou tática eleitoreira?

Em 04/11, mais de mil pais de família perderam cargos de baixa remuneração. Opino,  mas não afirmo, que a “redefinição de quadro” atende à base eleitoral de 2026, pois há um padrão pré-eleitoral: 2005 (múltiplas exonerações), 2009 (extinção de cargos sob argumento de concurso), 2010 (STF derruba lei que criou 35 mil comissionados), 2013 (extintos 4.751 e criados 3.485), 2018 (quase 3 mil: 1.971 temporários e 769 comissionados). Governos costumam fazer grandes cortes no ano anterior ao pleito e variam o discurso entre crise, modernização e concurso. Se a “crise” atual for coincidência, debatamos a gestão orçamentária de Wanderlei: Em nota, a Secretaria de Comunicação informou que a Secretaria da Saúde precisaria de aproximadamente R$ 582 milhões para fechar 2025, apesar de um saldo orçamentário perto de R$ 70 milhões.

Dados Oficiais x Discurso


Os Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária de 2024 e o Parecer Prévio nº 54/2025 do Tribunal de Contas do Estado apontam um cenário diferente no ano anterior: aplicação em Ações e Serviços Públicos de Saúde acima do mínimo constitucional, com R$ 2,291 bilhões empenhados, R$ 2,270 bilhões liquidados e R$ 2,245 bilhões pagos.

A inscrição indevida de Restos a Pagar Não Processados foi zero e os Restos a Pagar considerados no cálculo do mínimo somaram cerca de R$ 21 milhões, muito abaixo dos R$ 582 milhões hoje mencionados. O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins registrou, em 2024, insuficiência ou indisponibilidade de caixa por fonte, e determinou que, a partir de 2025, o Poder Executivo apresente, separada por fonte, a relação entre suficiência de caixa e Restos a Pagar.

Em síntese, a confirmação da pergunta do título depende dos demonstrativos de encerramento de 2025, especialmente o Relatório Resumido da Execução Orçamentária do sexto bimestre, o Anexo do Demonstrativo das Ações e Serviços Públicos de Saúde e o quadro de Disponibilidade de Caixa e Restos a Pagar por fonte e por unidade gestora do Fundo Estadual de Saúde. Até lá, a fala de Laurez tem indícios, mas é precoce cravar um “rombo” no patamar anunciado; e o ato de exoneração, pelo impacto social e pelo timing político, soa frio. A conclusão final ficará condicionada ao relatório do bimestre em curso, que aguardaremos para convalidar, ou não, o discurso de rombo que fundamentou a exoneração em massa.


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