
Em Palmas, Polícia Civil prende homem suspeito de homicídio e ocultação de cadáver no Jardim Aureny III
Investigado de 34 anos também é suspeito de ocultar o cadáver da vítima, encontrado em uma área verde na região sul da Capital. Polícia apura possível envolvimento em outro homicídio.
A Polícia Civil do Tocantins prendeu, nesta sexta-feira (30), um homem de 34 anos, identificado pelas iniciais G.P.A.S., suspeito de envolvimento no assassinato de Fernando Rodrigues da Silva, ocorrido em agosto deste ano, no Jardim Aureny III, em Palmas. O crime chamou a atenção pela violência empregada e pelas circunstâncias em que o corpo da vítima foi encontrado.
A prisão foi realizada pela 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, após investigações que reuniram depoimentos e outros elementos apontando a possível participação do suspeito no homicídio e na ocultação do cadáver.
Vítima foi morta e teve o corpo desmembrado
Segundo a Polícia Civil, o assassinato ocorreu em um imóvel situado no complexo conhecido como “Castelo”, no Jardim Aureny III. As investigações indicam que Fernando Rodrigues da Silva teria sido morto com golpes de um objeto contundente.
Após o homicídio, o corpo teria sido desmembrado com o auxílio de uma serra elétrica do tipo makita. O investigado teria contado com a participação de outra pessoa para colocar os restos mortais em sacos plásticos e bolsas.
O material foi posteriormente descartado em uma área verde localizada entre as avenidas Siqueira Campos e D, na região sul de Palmas, onde permaneceu escondido sob entulhos.
Os restos mortais foram encontrados pela Guarda Metropolitana de Palmas no dia 22 de agosto. A identificação da vítima foi confirmada por exame necropapiloscópico.
Testemunhas relataram confissão e limpeza do local
Durante as diligências, investigadores colheram depoimentos de testemunhas que afirmaram ter visto o suspeito entrando no imóvel onde a vítima estava, pouco antes de ouvirem um barulho forte.
Ainda conforme os relatos, o homem teria sido visto posteriormente lavando o local onde o crime ocorreu.
Outras testemunhas informaram à Polícia Civil que o investigado teria confessado o assassinato e apresentado detalhes sobre o transporte e o descarte do corpo.
As informações contribuíram para fundamentar o pedido de prisão preventiva encaminhado ao Poder Judiciário.
Polícia investiga possível ligação com outro homicídio
Além das suspeitas relacionadas à morte de Fernando Rodrigues da Silva, a Polícia Civil apura informações sobre o possível envolvimento do investigado em outro homicídio ocorrido em abril deste ano, no mesmo complexo habitacional.
A investigação também identificou relatos de ameaças e intimidação de testemunhas, circunstâncias consideradas relevantes para justificar a necessidade da prisão preventiva.
Segundo a corporação, a medida busca garantir a ordem pública e evitar interferências na produção de provas.
O delegado Guilherme Coutinho Torres, responsável pelo caso, destacou a importância do trabalho investigativo para o esclarecimento do crime.
“A investigação reuniu elementos importantes que apontam para a participação do investigado no homicídio e na ocultação do cadáver. Além disso, os relatos de intimidação de testemunhas demonstraram a necessidade de uma medida para preservar o andamento dos trabalhos policiais”, afirmou.
O delegado também ressaltou que a atuação da equipe foi fundamental para reunir informações e subsidiar o pedido de prisão preventiva.
Suspeito permanece à disposição da Justiça
Após a prisão e a realização dos procedimentos legais, o investigado foi encaminhado à Unidade Prisional de Palmas, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
As investigações buscam esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio, incluindo a eventual participação de outras pessoas.
A prisão é preventiva e não representa condenação. A responsabilidade criminal do investigado deverá ser apurada no decorrer do processo judicial.





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