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Bastidores: Racha Silencioso? Eduardo Evita a Câmara ou Está Sendo Evitado? Há Vingança em Jogo? Confira!

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Eduardo e a Câmara: Quem Está Fugindo de Quem?


Entre jantares secretos, notas vexatórias e birras institucionais, Palmas assiste a um teatro de conveniências entre o prefeito réu e os vereadores coniventes.


Desde que o Supremo Tribunal Federal decidiu, no dia 17, pela soltura e retorno ao cargo do prefeito afastado José Eduardo Siqueira Campos (Podemos), a relação entre o chefe do Executivo e a Câmara Municipal de Palmas tem sido marcada por silêncio, constrangimento e movimentações de bastidores dignas de um roteiro de série política — daquelas que envergonham mais do que entretêm.


Apesar de ter recebido uma nota oficial de apoio da Câmara enquanto ainda estava preso, Eduardo Siqueira Campos não procurou institucionalmente o Legislativo após reassumir o cargo. Nenhuma reunião, nenhum gesto público de reaproximação. O que se sabe — segundo fontes ouvidas pelo Opinativo Político — é que o prefeito promoveu um jantar reservado com um seleto grupo de vereadores, deixando de fora a maioria dos parlamentares.


A pergunta que paira no ar é: foi estratégia de distanciamento ou retaliação pessoal?

Fontes indicam duas possibilidades:


  1. Será que durante esse período de afastamento, outra jogada política estava sendo ensaiada? Tudo indica que a Câmara pode não estar tão empenhada em alinhar-se a José Eduardo Siqueira Campos quanto tenta parecer em público com suas notas vergonhosas. A ausência da maioria dos vereadores no jantar e o silêncio institucional sugerem mais um jogo de conveniências do que um pacto político real.


  2. O prefeito estaria emburrado, com espírito de revanche contra quem não enxerga como aliado. Age como quem espera ser “convocado” por reverência, e não como quem deve construir pontes em nome da governabilidade.


A crise de credibilidade institucional ganha ainda mais contornos com a atuação do líder da Câmara, Vereador Walter Viana, que, segundo relatos internos, não tem agradado parte dos parlamentares. Falta firmeza, falta liderança e, acima de tudo, falta clareza sobre os próximos passos do prefeito Eduardo, o que torna a situação ainda mais nebulosa. Viana parece mais preocupado em manter aparências do que em comunicar estratégias.


Mas o episódio mais constrangedor veio com a nota de apoio da Câmara ao secretário-chefe de Gabinete, Carlos Júnior, que havia sido exonerado e, após voltar ao cargo, foi contemplado com o que parece uma cartinha de boas-vindas escrita sob coação ou conveniência. O trecho da nota é, no mínimo, meloso e pouco institucional:

"Nós, vereadores da Câmara Municipal de Palmas, manifestamos nossa solidariedade ao Secretário-chefe de Gabinete do Prefeito, Carlos Júnior (...). Reafirmamos nosso compromisso com a parceria entre os Poderes Legislativo e Executivo..."

Ora, a mesma Câmara que já havia feito uma nota para o próprio prefeito preso, precisou reiterar apoio ao chefe de gabinete depois que ele voltou ao cargo — detalhe: 18 dias após sua exoneração. Isso não parece apenas apoio; parece uma penalização simbólica aos vereadores, como quem precisa escrever cem vezes no quadro: “Eu apoio o governo”.


Enquanto isso, a cidade de Palmas permanece refém de um jogo de vaidades. A população assiste a uma disputa silenciosa, onde a vaidade política vale mais que a transparência pública.


O Executivo age como quem pune os desobedientes, e o Legislativo, como um colegial que busca aprovação do diretor para não repetir de ano.


No fim das contas, a pergunta que fica é:


Quem está evitando quem?


A Câmara percebeu o erro e está tentando se descolar do prefeito?


Ou Eduardo está construindo sua base por meio de exclusões seletivas e demonstrações de força silenciosas?


Seja qual for a resposta, Palmas perde. E a política tocantinense — mais uma vez — mostra que o medo, a conveniência e o corporativismo seguem valendo mais que a coerência institucional.


Opinativo Político — A paz se possível a verdade a qualquer preço.

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