Prefeitura de Xambioá acumula milhões em débitos e gestão vira alvo do MPTO
- Wasthen Menezes

- há 2 horas
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A Prefeitura de Xambioá, no norte do Tocantins, entrou na mira do Ministério Público do Tocantins (MPTO) após denúncias envolvendo supostos descontos feitos nos salários de servidores sem o devido repasse ao INSS e a instituições financeiras. A investigação atinge diretamente o prefeito Mayck Câmara e o secretário municipal de Recursos Humanos, Raimundo Eliandro Vaz.
O caso começou a ser apurado após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público em outubro de 2025. Segundo a investigação, valores referentes a contribuições previdenciárias e empréstimos consignados teriam sido descontados da folha salarial dos servidores municipais, mas não repassados aos órgãos responsáveis.
De acordo com dados da Receita Federal utilizados pelo MPTO, apenas entre abril e julho de 2025 o município acumulou mais de R$ 2,4 milhões em débitos. Parte das dívidas foi incluída em parcelamentos, enquanto outros valores já aparecem inscritos na dívida ativa da União.
O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) também identificou inconsistências nos registros contábeis da prefeitura. Um alerta emitido pelo órgão apontou divergências entre os valores descontados dos servidores e os números apresentados oficialmente pela gestão municipal.
A suspeita investigada pelo Ministério Público pode configurar apropriação indébita previdenciária, crime previsto no artigo 168-A do Código Penal, quando o empregador desconta contribuições dos trabalhadores e deixa de repassá-las ao sistema previdenciário.
Além dessa apuração, a gestão de Xambioá já vinha sendo alvo de outras investigações nos últimos meses. O MPTO também apura contratos milionários sem licitação para serviços contábeis e advocatícios, além de suspeitas de transformação irregular de servidores contratados em efetivos sem concurso público.
A crise financeira no município ganhou força em 2025, quando a prefeitura anunciou exoneração de cargos comissionados e redução de secretarias alegando dificuldades financeiras e necessidade de adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Agora, o Ministério Público quer esclarecer para onde foram os valores descontados dos servidores e se houve irregularidade na condução das contas públicas da prefeitura de Xambioá.





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