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Polícia Civil prende em Lagoa da Confusão mulher investigada por integrar grupo de agiotagem e extorsão

há 10 minutos
2 min de leitura

M.L.S.A.L., de 22 anos, foi localizada dois dias após operação que prendeu outros investigados no Distrito Federal e em Goiás


A Polícia Civil do Tocantins (PC/TO) prendeu preventivamente, neste domingo (13), em Lagoa da Confusão, na região oeste do Estado, uma mulher de 22 anos investigada por suposta participação em um grupo criminoso envolvido com agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


A prisão de M.L.S.A.L. foi realizada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) e é um desdobramento de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC/DF) na última quinta-feira (11).


A ação teve como alvo integrantes de uma organização investigada por conceder empréstimos com juros elevados e, posteriormente, utilizar ameaças e cobranças intimidatórias contra pessoas que tinham dificuldades para quitar as dívidas.


Ao todo, a Justiça autorizou 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de bloqueio financeiro, totalizando 47 medidas judiciais. Os demais investigados foram presos durante a operação realizada no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins.


Grupo teria movimentado cerca de R$ 10 milhões

De acordo com as investigações, o grupo cobrava juros que poderiam chegar a 20% ao mês nos empréstimos. A apuração aponta ainda que aproximadamente R$ 10 milhões teriam sido movimentados pelos investigados em um período de oito meses.


A decisão judicial que determinou a prisão preventiva de M.L.S.A.L. aponta que ela teria sido identificada em imagens registradas no edifício de uma das vítimas. Segundo o documento, a suspeita também seria usuária de um terminal utilizado nas cobranças investigadas.


Ainda conforme a decisão, uma das vítimas relatou que, após a prisão temporária de outros investigados, M.L.S.A.L. teria ido até sua residência para exigir uma cópia de um depoimento prestado à polícia.


Segundo o relato apresentado à Justiça, durante a ocasião, a suspeita teria feito ameaças e estaria acompanhada de um homem armado.


A decisão judicial também menciona movimentações financeiras envolvendo a investigada e outros suspeitos, além de mensagens, áudios relacionados às cobranças, imagens, planilhas, relatórios policiais e dados bancários reunidos ao longo da investigação.


Investigação começou após denúncia de comerciante

As investigações tiveram início depois que um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, no Distrito Federal, procurou a polícia para relatar cobranças relacionadas a um empréstimo.


A partir da denúncia, os investigadores passaram a apurar a existência de uma estrutura que, segundo a polícia, atuava na concessão de empréstimos e na cobrança das dívidas.

Ainda de acordo com a investigação, os recursos eram movimentados por meio de contas bancárias de familiares e empresas ligadas aos suspeitos, estratégia que teria sido utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro.


Durante a operação realizada na quinta-feira, os policiais apreenderam armas, munições, celulares, dinheiro, documentos, cheques e veículos.


Entre os presos está um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, apontado pela investigação como integrante do grupo criminoso.


A prisão realizada em Lagoa da Confusão amplia o número de investigados alcançados pela operação. As investigações continuam para esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar eventual envolvimento de outras pessoas no esquema.



Os investigados são considerados suspeitos até o julgamento definitivo pela Justiça.

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