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Médico é indiciado por importunação sexual contra enfermeira após investigação da Polícia Civil em Araguaína

2 de jul.
2 min de leitura

A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação que apurava uma denúncia de importunação sexual envolvendo um médico de 64 anos e uma enfermeira de 27 anos, em Araguaína, no norte do estado. O inquérito foi finalizado nesta semana pela 26ª Delegacia de Polícia, resultando no indiciamento do profissional pelo crime de importunação sexual majorada.


Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu em dezembro de 2025, dentro do ambiente de trabalho, durante o exercício das atividades dos profissionais de saúde. A investigação aponta que o médico teria praticado atos de cunho libidinoso contra a enfermeira sem o consentimento da vítima, circunstância que motivou a abertura do inquérito policial.


Ao longo da investigação, policiais civis colheram o depoimento da vítima, de testemunhas e de pessoas próximas aos envolvidos. De acordo com a corporação, os relatos foram considerados convergentes e reforçaram tanto a versão apresentada pela enfermeira quanto o abalo emocional sofrido por ela após os fatos.


O médico foi interrogado e negou as acusações. Em sua versão, afirmou que a denúncia teria sido motivada por questões profissionais. Apesar da negativa, a autoridade policial concluiu que o conjunto de provas reunido durante a investigação apresentou indícios suficientes de materialidade e autoria para o indiciamento.


O delegado Luís Gonzaga da Silva Neto, titular da 26ª Delegacia de Polícia e responsável pelo inquérito, afirmou que o trabalho investigativo reforça o compromisso da Polícia Civil no combate aos crimes contra a dignidade sexual, especialmente quando ocorrem em ambientes profissionais.


“A conclusão deste inquérito reafirma o compromisso da Polícia Civil em combater com rigor crimes contra a dignidade sexual, especialmente em ambientes profissionais, onde hierarquia ou autoridade não podem servir de salvo-conduto para abusos. A coragem da vítima em denunciar e a colaboração das testemunhas foram fundamentais para o êxito da investigação”, destacou o delegado.

Com a conclusão do inquérito, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar o caso e decidir sobre as medidas legais cabíveis. O indiciamento representa o entendimento da autoridade policial sobre os elementos reunidos na investigação, mas não equivale a uma condenação judicial.


A Polícia Civil também reforçou a orientação para que vítimas de crimes dessa natureza procurem uma unidade policial para registrar a ocorrência. Segundo a instituição, o acolhimento e o sigilo das informações são garantidos por lei, contribuindo para que denúncias possam ser apuradas de forma adequada.

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