Educação ambiental leva prevenção às queimadas a mais de 300 estudantes em Palmas
Ação da Defesa Civil e da Fundação Municipal de Meio Ambiente promove orientações, simulações e atividades educativas na ETI Professor Fidêncio Bogo
Mais de 300 estudantes da Escola de Tempo Integral (ETI) Professor Fidêncio Bogo participaram, na manhã desta quinta-feira, 13, de uma ação de educação ambiental voltada à prevenção e ao combate às queimadas.
A iniciativa foi realizada pela Defesa Civil Municipal de Palmas e pela Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA), com atividades educativas, simulações e demonstrações práticas.
A programação buscou conscientizar os alunos sobre o uso responsável do fogo, os riscos das queimadas e os impactos provocados pela prática inadequada. De forma lúdica e interativa, os estudantes receberam orientações relacionadas à prevenção e puderam conhecer de perto equipamentos e procedimentos utilizados pelas equipes que atuam no combate aos incêndios.
Durante a atividade, os alunos participaram de simulações de combate ao fogo, visitaram viaturas e também tiveram acesso a brincadeiras educativas e atividades de pintura. A proposta foi aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes, especialmente por a escola estar inserida em uma região de características rurais.
Para o agente educacional da Defesa Civil de Palmas, Marcos Dhiones Pereira da Silva, envolver as crianças nas ações de prevenção amplia o alcance das informações.
“Como estamos em uma região de zona rural, é fundamental orientar as crianças para que elas compreendam essa realidade e também conheçam os canais de prevenção e atendimento da Defesa Civil.
Queremos que esses alunos sejam multiplicadores dessas informações, levando o conhecimento para suas famílias e comunidades”, destacou.
O educador ambiental da Fundação Municipal de Meio Ambiente, Miguel Pinter Júnior, ressaltou que a educação ambiental pode contribuir para mudanças de comportamento dentro e fora do ambiente escolar.
“Nosso objetivo é conscientizar as crianças sobre a prevenção às queimadas de forma lúdica, para que elas se tornem multiplicadoras desse conhecimento e levem as informações para suas famílias, contribuindo para uma mudança de postura e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.
Conhecimento que chega às famílias
A localização da escola, em uma área de características rurais, faz com que muitos estudantes tenham contato direto com a natureza e com atividades relacionadas à agricultura.
Nesse contexto, a ação também busca fazer com que as informações compartilhadas em sala e durante as atividades cheguem às famílias.
Segundo o coordenador de Cultura da ETI Professor Fidêncio Bogo, Marcones Alves da Silva, os alunos podem atuar como multiplicadores das orientações recebidas.
“Nossos estudantes estão inseridos diretamente nessa convivência com a natureza e com o meio ambiente. Eles aprenderam hoje, com a Defesa Civil e a Fundação Municipal de Meio Ambiente, como cuidar, preservar e evitar as queimadas. Serão multiplicadores dessas informações junto aos pais, que também trabalham diretamente com a agricultura”, explicou.
A estudante Emanuelle Freitas Lima demonstrou ter compreendido as principais orientações apresentadas durante a ação. Ela destacou cuidados como não jogar lixo ou colocar fogo na natureza e ressaltou a importância de observar as regras e os períodos adequados quando o uso do fogo for necessário.
O diretor da escola, Ademir Bandeira Silva, também avaliou positivamente a parceria entre a unidade de ensino e os órgãos municipais. Para ele, as atividades permitiram que os estudantes compreendessem, na prática, os riscos relacionados às queimadas e os procedimentos adotados pelas equipes de combate.
“A ideia é justamente multiplicar o conhecimento. Eles passaram por diferentes estações e conheceram todo o processo de combate às queimadas, os equipamentos utilizados, os riscos e o manejo adequado do fogo pelas equipes de combate”, afirmou.





A iniciativa reforça a importância da educação ambiental como ferramenta de prevenção, especialmente em comunidades que mantêm contato próximo com áreas rurais. Ao levar informação às crianças, a ação também busca ampliar a conscientização das famílias e estimular atitudes que contribuam para a preservação ambiental e a redução dos riscos provocados pelas queimadas.





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