Dívida 35 Milhões e frota sucateada: Jornal diz que legado da gestão anterior compromete transporte público em Palmas
- Wasthen Menezes

- 26 de fev. de 2025
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De acordo com matéria do Jornal Opção, divulgada nessa quarta-feira 26 de fevereiro, um relatório da Transição de Governo da Prefeitura de Palmas revelou um cenário preocupante deixado pela administração anterior: um passivo de mais de R$ 35 milhões na Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP), além de uma frota deteriorada e serviços precários que afetam diretamente a mobilidade da população.
O levantamento, encaminhado à Quarta Relatoria do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO), aponta que os valores em aberto incluem despesas com locação de ônibus, abastecimento de frota, fornecimento de peças e gerenciamento de manutenção. Com isso, a atual gestão herdou um sistema de transporte em colapso, onde ônibus quebrados, atrasos e superlotação se tornaram rotina para os usuários.
Ônibus parados e população prejudicada
Mesmo com os esforços para recuperar 35 veículos, a frota de Palmas ainda opera com falhas graves. No total, são 249 ônibus, mas muitos permanecem fora de circulação por problemas mecânicos e falta de manutenção. Com o período chuvoso, os desafios se intensificam, gerando transtornos diários para os passageiros.
A moradora do Jardim Taquari, Ana Paula Sales, relatou as dificuldades enfrentadas:"Os ônibus estão quebrando direto. Ontem mesmo, o que eu ia pegar não passou, e o próximo veio superlotado. Ficamos para trás", lamenta.
Outro problema identificado no relatório é a precariedade da garagem onde os veículos são armazenados. A falta de ferramentas e mão de obra qualificada tem atrasado reparos essenciais, como a manutenção de caixas de marcha e ar-condicionado.
Solução emergencial: concessão do transporte público
Diante do colapso operacional, a nova gestão anunciou um plano de concessão do transporte público à iniciativa privada. A medida prevê um contrato de 20 anos renováveis para administrar cerca de 180 ônibus, buscando investimentos para modernizar o serviço.
A última concessão expirou em novembro de 2022, deixando a prefeitura responsável pela operação direta. No entanto, o modelo público não obteve os resultados esperados, resultando na degradação do sistema.
De acordo com o Jornal Opção Tocantins solicitou um posicionamento da ex-prefeita Cinthia Ribeiro sobre as acusações do relatório, mas ainda não obteve resposta.




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