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Descaso do Estado: Sem água desde quinta-feira, moradores de Novo Acordo passam mal e buscam atendimento médico após tomarem água de fonte improvisada pela ATS


Da Redação


Novo Acordo, situada a 106 quilômetros de Palmas, enfrenta uma crise de água desde a última quinta-feira, 14 de março. Moradores relatam que a Agência Tocantins de Saneamento (ATS), vinculada ao Governo do Estado, recorreu a uma fonte não tratada devido à queima da bomba há cerca de um mês. Em consequência, dezenas de pessoas buscaram assistência médica devido à ingestão de água de qualidade duvidosa, resultando em casos de diarreia.


Um morador, que preferiu manter o anonimato, lamentou: "A água estava extremamente turva. Fomos informados por funcionários da ATS que a bomba estava queimada há mais de um mês, então recorreram a uma nascente antiga que dispensa o uso de bomba, pois funciona por pressão. É um descaso total, muitas pessoas estão adoecendo por causa da água".


Apesar de alguns relatos de melhora na tarde de hoje, 16 de março, com a retomada parcial do abastecimento, a água continua a chegar em algumas residências com baixa pressão e coloração amarelada. Um morador expressou sua preocupação: "Não tivemos nenhum comunicado da ATS sobre a normalização do fornecimento. Hoje à tarde, a água começou a chegar em algumas casas, mas em quantidade insuficiente e ainda turva. É assustador consumi-la".


Histórico de Falhas


O problema de abastecimento em Novo Acordo é recorrente e já foi objeto de ações do Ministério Público Estadual (MPTO). No ano passado, em resposta a uma ação do MPTO, o Judiciário determinou que a ATS fornecesse caminhões-pipa diariamente, de forma emergencial, para garantir a higiene pessoal, doméstica e de utensílios, até que o fornecimento fosse regularizado, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.


Impactos na Saúde


Em ação movida pelo MPTO no ano anterior, destacando a escassez de água e problemas de abastecimento em Novo Acordo, os denunciantes mencionaram "caixas d'água sem tampa, tomadas pela ferrugem, falta de cloração, hospitalizações de crianças devido à má qualidade da água, suspensão das aulas e até casos de aborto". Infelizmente, os problemas no fornecimento persistem até hoje.

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