CPMI do INSS: Oposição Aplica Rasteira no Planalto, e Governo Reage com Cortina de Fumaça | Rombo do INSS Pode Colocar Lava - Jato "No Bolso"
- Wasthen Menezes

- 21 de ago. de 2025
- 3 min de leitura

A semana política em Brasília foi marcada por dois movimentos que escancaram o jogo de poder entre governo e oposição. De um lado, a derrota do Palácio do Planalto no Congresso, que perdeu o comando da CPMI do INSS para a oposição. De outro, a reação imediata com o vazamento de áudios comprometedores envolvendo o pastor Silas Malafaia, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — um claro “bode no meio da sala” para deslocar os holofotes.
O alerta de Nikolas Ferreira
Antes mesmo da eleição, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) havia denunciado que a CPMI nascia viciada, já que tanto o presidente indicado, Omar Aziz (PSD-AM), quanto o relator cotado, Ricardo Ayres (Republicanos-PB), não haviam assinado o requerimento de criação da comissão.
Nikolas lembrou que Aziz vota 85% das vezes com Lula, e Ayres, 77,8%, o que levantava dúvidas sobre a isenção de uma investigação conduzida por nomes alinhados ao Planalto.
Ricardo Ayres Deputado Federal do Tocantins Protagoniza Derrota Governista. Oposição comemora vitória.
Na quarta-feira, 20 de agosto, a previsão de blindagem ruiu. O governo sofreu uma derrota estratégica no Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), havia indicado Aziz para presidir a CPMI, com apoio explícito do Planalto.
Mas a oposição se articulou de última hora, lançando a candidatura do senador Carlos Viana (Podemos-MG). Sem consenso, a eleição — que geralmente ocorre de forma simbólica — precisou ser feita em cabines de votação.
O resultado foi uma vitória apertada, mas contundente: 17 votos a 14 para Viana, frustrando a base de Lula.
Logo em seguida, o novo presidente da comissão barrou o nome de Ricardo Ayres (Republicanos - TO) para a relatoria, indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e escolheu o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), aliado de Jair Bolsonaro.
Gaspar tem histórico de enfrentamento ao Supremo e foi relator da proposta que suspendeu parte da ação penal contra Alexandre Ramagem (PL-RJ), investigado por suposta tentativa de golpe de Estado. Sua ascensão contou com a articulação do presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, e lideranças oposicionistas como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).
Com isso, a oposição assumiu o comando político e a condução dos trabalhos da CPMI, prometendo uma apuração sem blindagem ao governo.
O “bode no meio da sala”: áudios de Malafaia
A expressão "bode no meio da sala" se refere a um problema ou situação evidente que as pessoas não querem abordar diretamente, desviando a atenção para algo menos importante. A origem não é clara, mas pode estar relacionada à ideia de um problema incômodo ou um "bode expiatório". É usada para descrever situações em que as pessoas evitam lidar com um problema real.
Horas depois da derrota governista, a Polícia Federal vazou áudios atribuídos ao pastor Silas Malafaia em conversas com Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro.
Nos áudios, Malafaia critica duramente o deputado Eduardo após os Estados Unidos anunciarem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O pastor chama o parlamentar de “babaca” e ameaça expor divergências publicamente:
“(...) vem teu filho babaca falar merda! Dando discurso nacionalista que eu sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, cara… mandei um áudio a ele de arrombar. E disse para ele: a próxima que tu fizer, eu faço um vídeo e te arrebento.”
Malafaia também acusa o grupo de amadorismo político.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes (STF), os diálogos tinham como “finalidade explícita” a obtenção de anistia em troca do fim das sanções tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros.
Decisão de Moraes e operação da PF
Com base na investigação da PF e na posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes determinou busca e apreensão contra Silas Malafaia.
O pastor foi surpreendido no Aeroporto do Galeão (RJ), onde teve o celular apreendido. A decisão também:
Proibiu Malafaia de deixar o país.
Cancelou seus passaportes, que devem ser entregues em 24 horas.
Impediu o pastor de se comunicar com outros investigados em processos sobre suposta tentativa de golpe de Estado.
Coincidência ou cortina de fumaça?
O encadeamento dos fatos não passou despercebido:
O governo perde a presidência e a relatoria da CPMI do INSS, um rombo de mais de 6 Bilhões que pode deixar a lava jato parecer fichinha e que pode inclusive indiciar o irmão do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (novidade, mais um escândalo histórico do PT)
Horas depois, estoura na imprensa uma operação contra Malafaia e Bolsonaro, desviando o foco.
Para lideranças da oposição, trata-se de mais uma cortina de fumaça criada pelo sistema para desviar os holofotes da derrota do Planalto e recolocar Bolsonaro no centro da narrativa.
Nikolas Ferreira já havia avisado: era preciso fiscalizar de perto para evitar que a CPMI fosse transformada em uma peça de teatro. O roteiro mudou — mas a guerra política promete novos capítulos.




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