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Autonomia da Polícia Científica: Um Imperativo para a Justiça e Segurança Pública

Caso Marielle reacende a discussão


Após 41 dias do brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, o carro onde ocorreu o crime foi encaminhado para uma segunda perícia. Esse atraso evidencia não apenas a complexidade do caso, mas também a necessidade urgente de autonomia para a Polícia Científica.


Enquanto a investigação segue seu curso, é crucial destacar que o Rio de Janeiro é o único estado onde a perícia não possui autonomia, permanecendo subordinada ao delegado geral da polícia civil. Essa falta de independência compromete não apenas a eficácia das investigações, mas também mina a credibilidade do sistema de justiça.


Em contraste, em outros estados onde a polícia científica goza de autonomia, os resultados são notavelmente diferentes. Com liberdade para conduzir suas próprias investigações e emitir laudos periciais sem interferência política, essas instituições têm sido fundamentais na busca pela verdade e na garantia da justiça.


A falta de autonomia da polícia científica no Rio de Janeiro contribui para um cenário de impunidade, onde casos como o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes permanecem sem respostas claras. A atuação das milícias como a possível causa desses assassinatos, conforme apontado pelas investigações, ressalta a urgência de fortalecer a independência da perícia criminal.


Para garantir a efetividade das investigações e a confiança da população no sistema de justiça, é essencial que o Estado do Rio de Janeiro conceda autonomia à Polícia Científica.


Somente assim será possível combater a impunidade e assegurar que casos como o de Marielle e Anderson sejam devidamente esclarecidos, trazendo justiça às vítimas e suas famílias.

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