2ª fase da Operação “Falso Império” prende dois suspeitos de integrar organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas
- Wasthen Menezes

- há 1 hora
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Ação da Polícia Civil e do Ministério Público também resultou na apreensão de quatro veículos e uma motocicleta ligados aos investigados
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na tarde desta quarta-feira (26), a segunda fase da Operação “Falso Império”, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, estelionato e lavagem de dinheiro. A ação foi conduzida pela 10ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO).
Durante a operação, dois homens, identificados pelas iniciais L.M.B., de 22 anos, e J.B.A.M., de 23 anos, foram presos preventivamente por determinação da Justiça. Segundo as investigações, os suspeitos estariam envolvidos em um esquema criminoso de alcance interestadual, com atuação no ambiente digital.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em 2024, após o registro de um boletim de ocorrência que deu origem a um inquérito instaurado pela 10ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins. No decorrer das apurações, os investigadores identificaram indícios de que o grupo atuaria há pelo menos cinco anos no mercado digital.
Ainda conforme a Polícia Civil, a organização criminosa teria movimentado e obtido lucro superior a R$ 6 milhões por meio de fraudes praticadas pela internet.
Desdobramento da primeira fase
A segunda etapa da operação é um desdobramento direto da primeira fase da “Falso Império”, realizada em 14 de julho de 2026. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu o apontado como líder da organização criminosa.
Com o avanço das investigações, novos elementos teriam sido reunidos, permitindo a identificação e responsabilização de outros integrantes do grupo.
Veículos são apreendidos
As ações tiveram continuidade nesta quinta-feira (27), quando equipes da 10ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins voltaram às ruas para cumprir diligências relacionadas à investigação.
Ao todo, foram apreendidos quatro veículos e uma motocicleta encontrados em endereços vinculados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, os veículos são, em tese, produto dos crimes investigados ou teriam sido utilizados em operações destinadas à lavagem de dinheiro de origem ilícita.
Investigados podem responder por três crimes
Os integrantes da organização criminosa são investigados por estelionato qualificado por fraude eletrônica, previsto no artigo 171, § 2º-A, do Código Penal; integração de organização criminosa, conforme o artigo 2º da Lei nº 12.850/2013; e lavagem de dinheiro, prevista no artigo 1º da Lei nº 9.613/1998.
Somadas, as penas máximas previstas para os crimes investigados ultrapassam 20 anos de reclusão.
Após serem localizados e presos em diferentes pontos de Araguatins, os dois investigados foram encaminhados à 3ª Central de Atendimento da Polícia Civil. Depois dos procedimentos legais, eles foram recolhidos à Cadeia Pública local, onde permanecem à disposição da Justiça.



As investigações seguem em andamento para identificar a eventual participação de outros envolvidos e esclarecer a extensão da atuação da organização criminosa.

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